IX A mascarada no tapete

            Há dias que não falo com Zacarias. Da última vez em que estive com ele, me expulsou de sua casa, falando de forma confusa, como se me amaldiçoasse. Pensei que ele só estivesse bêbado, com raiva… e que assim que isso passasse, ele voltaria a falar comigo. Apesar de conhece-lo há tão pouco tempo, já o tenho como amigo e me agrada tê-lo como companhia. Ainda que os papos, em sua maioria, sejam muito doidos.

            Mas como reclamar de loucura numa cidade que homenageia a sua cidadã mais estranha como figurante do tapete de Corpus Christ? É tão engraçado que ela ainda circule perdida pelas ruas, que não a incomodem e que ela simplesmente atravesse as coisas como um fantasma inofensivo. Eles não a desrespeitam, apesar de sua posição anônima parecer sempre a de quem está sendo atacada. Quem é você que desaparece pelas ruas de Macuco?

            E onde está meu amigo que não me deixa desaparecer junto contigo?

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